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MACAU DE ONTEM, MACAU DE HOJE

Encerramento do ano do 25.º aniversário da transferência da Administração Portuguesa de Macau e da criação da Fundação Jorge Álvares
Exposição Macau: os últimos dias da Administração Portuguesa
Palácio da Bolsa, Porto, 18 de dezembro de 2025

 

Permitam-me que felicite a Dra. Maria Celeste Hagatong pela presente iniciativa de trazer a Fundação Jorge Álvares e Macau ao Porto e aos Portuenses e que agradeça ao Sr. Rui Ochoa a partilha da sua magnifica reportagem fotográfica, hoje aqui inaugurada.

É bom que todos conheçamos bem o que foi, e o que é Macau e o que isso representa para o nosso país.

O desconhecimento leva ao distanciamento e o distanciamento leva ao alheamento e à indiferença.

Não é o que queremos. Por isso estamos, hoje, aqui.

E é sempre, para mim, um prazer vir ao Porto.

O Porto é uma cidade com carácter, orgulhosa da sua diferença, bem sentida por quem a visita.

Portugal, embora pequeno, é um país cheio de diferenças, de gentes com a sua personalidade própria, unidas por uma longa História e uma língua comum.

É esta diversidade que faz que sejamos tolerantes para quem é diferente de nós e que nos dá uma enorme capacidade de adaptação e interação com povos de todos os quadrantes.

A História prova-o bem.

Vou falar-vos hoje de uma terra em que convivemos durante quase 5 séculos com gente que não podia ser mais diferente de nós.

A língua, a escrita, a aparência física, as crenças e tradições, a atitude perante a vida e perante outros povos, o seu modo de pensar, os seus atavismos e idiossincrasias. A própria organização da sociedade.

Estou a referir-me a Macau, uma terra distante, um território minúsculo, encravado num país gigantesco, o mais populoso do mundo, com a sua própria civilização milenar, tão diferente da nossa.

Ali nos estabelecemos em meados do séc. XVI e ali permanecemos, sem interrupção, até ao final do séc. XX.

E ali convivemos, lado a lado, com uma população, esmagadoramente maioritária, chinesa.

Caso único na História Universal, sem paralelo no mundo. Diferente. Extraordinário.

 

A primeira vez que fui a Macau foi em 1970, há 55 anos.

Permaneci dois anos no serviço militar e ali pratiquei também a advocacia.

A China encontrava-se então em plena Revolução Cultural. Mao Zedong pontificava como senhor absoluto. Era um país fechado, pobre, atrasado. Viviam, o que entendiam, como revolução proletária permanente.

Limitávamo-nos a olhar os guardas vermelhos à distância e as canhoneiras chinesas, vigiando o espaço marítimo.

Macau, por sua vez, era um pequeno burgo, pacato e sonolento.

Algo decadente, depois das glórias passadas e dos tumultos de 1966.

Cheio de charme. Parecia-nos que o tempo tinha parado.

Tínhamos a sensação de estarmos a viver no passado.

Foram dois anos especialmente felizes, interessantes e agradáveis. Vivíamos a um ritmo vagaroso e como se estivéssemos a viver, ao mesmo tempo no Oriente, na velha China e no Ocidente, no nosso velho Portugal e com Hong Kong ao perto. O resto do mundo ficava distante.

Foi um tempo que recordo com prazer e nostalgia.

Voltei ao Oriente em 1979, desta vez a Hong Kong, onde estive quatro anos como Cônsul-Geral. Foram anos de um extraordinário “boom”, do qual Macau beneficiou.

Mao morrera em 1976 e a Revolução Cultural tinha terminado. Como aparecera, desaparecera. Durou 10 anos.

Deng Xiaoping tinha emergido como líder e iniciado uma política de reforma e abertura, que despoletou a modernização do país, que não mais deixou de crescer.

Criou as zonas económicas de Shenzhen e Zuhai, adjacentes a Hong Kong e Macau e deu “o pontapé de saída” para as negociações do retorno de Hong Kong e Macau à Mãe-Pátria sob a fórmula “um país, dois sistemas”, degraus para a reunificação da China, seu grande objetivo.

Macau veio assim a ser reintegrada na China, no que é hoje a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), fez no passado dezembro 25 anos, com base num acordo- Declaração Conjunta – firmado com Portugal, que assegurou um período de transição de 12 anos e uma transferência que foi, podemos dizer, ordenada, digna e bem-sucedida.

A Declaração Conjunta garantiu que seriam respeitados o modo de vida e os sistemas social e económico, então vigentes, por um período de 50 anos.

Tive o privilégio de estar presente nas cerimónias de transferência de poderes em Hong Kong, em julho de 1997 e em Macau, em dezembro de 1999 e de ter participado nas negociações relativas a Macau, primeiro como Chefe da Parte Portuguesa do Grupo de Ligação Conjunto (GLC) e depois como Embaixador de Portugal em Pequim, onde servi de 1997 a 2002.

Despedi-me de Macau em 2002, já com o primeiro Chefe do Executivo, Edmundo Ho, que teve a gentileza de me oferecer um simpático jantar na residência oficial de Santa Sancha.

Embora tenha continuado a acompanhar a vida da RAEM de forma interessada, não mais voltei ao território até junho deste ano, altura em que ali me desloquei em visita privada para apoiar um neto que estava a fazer um estágio num escritório de advogados, cujo sócio principal foi meu colega de curso. Um grande jurista e um bom amigo, Rui Cunha.

É sobre esta visita que vos vou dar as minhas impressões.

O novo Macau, com que me deparei, é uma metamorfose extraordinária e inacreditável do Macau de 1970, ou mesmo de 1999, à imagem aliás do que é a China dos dias de hoje.

Macau é hoje uma grande metrópole, uma cidade moderna, com grandes arranha-céus, com um dinamismo vibrante e um movimento incessante.

A superfície do território aumentou para mais do dobro, com aterros conquistados ao mar.

Inicialmente com uns escassos 15 km2, mais pequeno que a mais pequena Ilha dos Açores, o Corvo, tem hoje 33 km2 e já se expande para territórios adjacentes, do município de Zuhai, cedidos à RAEM.

A população, que em 1960 era de 160 mil habitantes e em 1999 de cerca de 400mil tem hoje 750 mil habitantes.

Em 2024, Macau teve 34 milhões de visitantes e espera ter em 2025 40 milhões.

Inimaginável.

Macau tem hoje um dos rendimentos “per capita” mais elevados do mundo, logo a seguir ao Qatar, com uma reserva financeira de mais de 60 mil milhões de dólares.

É um território com um alto nível de desenvolvimento social, estável e seguro.

Tem 6 universidades com mais de 20 mil alunos, que valorizam um ensino de carácter internacional, tirando partido da herança histórica de Macau e do seu multilinguismo e focado nas tecnologias modernas. Quase todas com protocolos com universidades portuguesas e com departamentos de estudos portugueses. A educação como motor do desenvolvimento e do progresso, conforme a filosofia confuciana.

Esta extraordinária evolução deve-se, sobretudo, à emergência da China que se tornou a 2ª economia mundial e que está empenhada no desenvolvimento e sucesso da RAEM, apoiando-a e permitindo a circulação de pessoas.

É também fruto da liberalização do jogo, logo após a transferência de poderes. O jogo, que já então constituía a base quase exclusiva da economia de Macau, cresceu exponencialmente com lucros que ultrapassam os de Las Vegas.

Os casinos proliferam, com dimensões gigantescas, criando um mundo das mil maravilhas, com réplicas da Torre Eiffel, do Big Ben, das Houses of Parliament, dos canais de Veneza, entre outras.

Lojas de superluxo umas a seguir às outras. Hotéis de 5 estrelas. Vinte restaurantes com estrelas Michelin. Incluindo o de José Avilez, num dos casinos decorado por Karl Lagerfeld.

O luxo misturado com o “fast food”, para todos os gostos e para todas as bolsas.

Os chineses, jogadores inveterados, acorrem em multidões, animando a economia e vivendo um sonho de curtos dias.

Tudo isto com a complacência de Pequim, que sendo contrária ao jogo e não o admitindo no interior da China, prefere que os Chineses gastem o seu dinheiro em Macau em vez de irem gastá-lo nos países da vizinhança.

Entre os fatores que contribuíram para que Macau seja o que é hoje, contam-se, o legado histórico deixado pelos portugueses e o facto de o processo de negociações que levou à assinatura da Declaração Conjunta e durante o período da transição ter decorrido de forma exemplar, em que, ao contrário do que aconteceu em Hong Kong, tudo se passou em harmonia , num diálogo construtivo, fruto da conjugação de posições, interesses e de esforços que conduziram a um sucesso, bem apreciado pela China e que, naturalmente, se tem refletido, quer na vida da RAEM, quer nas relações entre Portugal e a China.

Devo salientar ainda que a administração portuguesa de Macau pelo seu último Governador, General Rocha Vieira, foi conduzida nos seus últimos 9 anos com grande inteligência e eficiência.

Deixámos Macau numa situação confortável, numa atmosfera de bom entendimento, com finanças sãs, instituições operacionais e excelentes infraestruturas.

Grande exemplo para nós, portugueses e para o mundo.

Como teria sido desejável que a nossa descolonização se tivesse passado de forma semelhante.

Na minha recente viagem, cheguei a Macau em 26 de junho, através do aeroporto de Hong Kong onde apanhei um autocarro que me conduziu e à minha mulher, no máximo conforto, em cerca de 50 minutos, através da ponte que liga os 2 territórios, atravessando a foz do Rio das Pérolas, num percurso de 55 Km.

Uma obra gigantesca, através do mar, que atesta a capacidade e a ousadia do povo chinês para a realização dos projetos mais arrojados e sempre em tempo recorde.

Impressionante também a organização, permitindo uma mobilidade fácil e rápida dos passageiros, em que todos os passos estão minuciosamente programados. Só temos de os seguir rigorosa e disciplinadamente, seguindo as instruções (sempre bilingues e em Macau trilingues).

Para quem duvida do futuro da China, basta atentar na sua capacidade de organização e implementação e na disciplina e qualidades do povo chinês.

A primeira constatação, à chegada a Macau, foi que a geografia do território e a sua configuração, foi nos últimos anos profundamente alterada com os enormes aterros efetuados e novas construções.

O centro histórico da cidade, declarado Património Mundial pela UNESCO desde 2005, encontra-se, contudo, bem preservado, com os edifícios classificados e protegidos.

Os monumentos e edifícios públicos deixados pelos portugueses foram conservados, com a sua dignidade respeitada.

A estátua de Jorge Álvares, primeiro português a chegar a Macau e que deu o nome à Fundação Jorge Álvares, continua a ter uma localização de destaque no centro da cidade, num espaço muito bem cuidado.

A coexistência do novo e moderno com o velho e antigo dá à cidade um atrativo muito particular.

Os nomes das ruas, escritos em chinês e em português, em azulejos à moda portuguesa, mantêm na sua maioria os nomes originais que tinham durante a Administração portuguesa.

Da mesma forma, nos transportes públicos os destinos estão indicados em chinês e em português. A mesma coisa com os nomes dos estabelecimentos comerciais e edifícios públicos. É, mais uma vez, uma boa publicidade ao nosso país e dá uma atmosfera distinta à cidade.

Chegámos ao terminal de Macau, situado num novo aterro: instalações amplas, com grandes espaços, em que a permanente multidão se desloca sem apertos nem confusões.

Todas as indicações são em chinês e em português havendo sempre alguém que, em caso de dúvida, amavelmente nos ajuda a rapidamente encontrarmos o nosso caminho.

A passagem pela imigração é rápida e eficiente. Tudo é computorizado e só temos de guardar o talão que nos é dado para posterior verificação.

O trânsito na cidade é fluído e os transportes públicos funcionam bem.

Diversas novas pontes foram construídas e o sistema de vias urbanas foi reorganizado.

Os táxis têm todos um sistema de GPS que, uma vez inserido o destino, orientam o condutor em todo o percurso.

A vida quotidiana dos habitantes parece bem organizada, com recurso a soluções digitais, largamente expandidas. A multidão é permanente, sempre em movimento. Comércio por toda a parte.

Os espaços públicos estão impecavelmente cuidados.

A segurança, a qualquer hora, de dia ou de noite, é praticamente absoluta.

Ficámos instalados na Pousada de Mong Há que faz parte da Universidade de Turismo, situada numa colina com um parque arborizado, tranquilo e muito agradável.

As instalações, sem luxos, eram confortáveis, o serviço excelente, a comida ótima, o pessoal atencioso e o preço razoável.

A Vice-Reitora da Universidade é uma portuguesa, simpática e eficiente, Dra. Diamantina Coimbra.

Foi no edifício em que ficámos que teve lugar a primeira reunião do GLC em que participei.

A Vice-Reitora mostrou-me a sala onde a reunião teve lugar, tendo a sua realização ficado assinalada com uma grande fotografia emoldurada, das duas delegações, a portuguesa presidida por mim, no outono de 1989, pouco depois dos acontecimentos de Tiananmen. Tinha eu 47 anos. O Governador era o Engenheiro Melancia.

A pousada fica localizada junto da casa em que vivi de 1970 a 1972 e que era anexa a um quartel. Tudo urbanizado posteriormente sem, contudo, descaracterizar o bairro. Uma zona pacata, mas sempre com movimento, característico de Macau.

Embora a minha viagem fosse privada tive numerosos contactos e visitas, todas elas instrutivas e extremamente interessantes.

O tempo de que disponho não me permite infelizmente descrevê-las em pormenor.

Particularmente interessantes foram os contactos com o Comissário do Governo Central Chinês, que me ofereceu um magnifico jantar na sua sumptuosa residência e com 2 das Universidades, a Universidade de Macau e a Universidade de São José e os seus reitores e vice-reitores, estes últimos ambos portugueses e de grande nível académico, Prof. Rui Martins e Prof. Álvaro Barbosa. Visitei ainda um dos grandes escritórios de advogados, que desempenha um papel relevantíssimo, com cerca de 30 advogados altamente qualificados, dirigido pelo Dr. Rui Cunha, distinto jurisconsulto e grande senhor, que tem e dirige também uma Fundação muito ativa no campo do Direito, das Artes e da Cultura.

Estive também no Consulado, instalado no antigo Hospital de São Rafael e na residência do Cônsul, que era no meu tempo o famoso Hotel Belavista.

Estive igualmente no Clube Militar, impecavelmente conservado, onde comi um excelente cozido à portuguesa. Dirigido por um português, antigo militar, Manuel Geraldes.

Visitei o BNU que partilha com o Banco da China a função de Banco Emissor e que é eficientemente gerido pelo Dr. Carlos Álvares, muito bem inserido no meio chinês.

Estive no Museu de Macau, ideia do General Rocha Vieira, com uma multidão de visitantes especialmente jovens, onde a minha filha foi curadora durante dez anos, antes de regressar a Portugal.

Almocei no Hotel Lisboa, que permanece igual, no restaurante Portas do Sol, onde se come o melhor Dim Sum de Macau e almocei também no antigo Hotel Mandarim, onde eu costumava ficar, que tem no átrio uma réplica da janela manuelina do Convento de Tomar e uma excelente galeria de arte, gerida por um português, onde comprei um quadro do Victor Marreiros. No restaurante, um chefe português, simpático e atencioso. Excelente comida.

Ainda dei uma longa entrevista à TDM, a um velho amigo, o jornalista, Gilberto Lopes.

Fui duas vezes a Hong Kong, outra terra do meu coração, onde almocei nas esplêndidas instalações do Club Lusitano, com o Dr. Ambrose So, um dos curadores da FJA e a mulher.

Muito mais teria para contar.

Foram 10 dias memoráveis. Não posso deixar de aconselhar a todos os portugueses uma visita a Macau.

Fiquei confiante no futuro, embora tenhamos de trabalhar muito para manter a nossa presença e influência. A Língua e o Direito são dois dos fatores de maior impacto e a que devemos dar a nossa melhor atenção.

Mas a onda chinesa é avassaladora. A população de Macau cresce de dia para dia, com chineses e mais chineses, que não têm sensibilidade para o passado português, que pouco lhes diz.

Precisamos de lhes dar a conhecer quem somos e o que fomos, de forma empenhada e proativa e respeitando sempre as sensibilidades chinesas.

O papel da comunicação social, especialmente da TV é fundamental. Do Consulado também. Mas a chave está nos portugueses em geral e especialmente dos setores profissionais de nível elevado, empresários, agentes culturais, etc., que muito têm a ganhar.

A China é um país autoritário e centralista, por tradição e por necessidade, ditada pela sua enorme extensão geográfica e diversidade de povos.

A sua primeira prioridade é assegurar a unidade e integridade do país através da afirmação da soberania, que a China não admite que seja desafiada ou posta em causa, vindo, logo depois, a segurança e o desenvolvimento.

Iniciativas como a “A Nova Rota da Seda”, “A Grande Baía” e a “Área de Desenvolvimento Reforçado entre Macau e Hengqin” visam e conduzem a uma progressiva integração na China, que é inevitável e imparável, e às quais não podemos deixar de nos associar, dar a nossa colaboração e valorizar os nossos interesses e demonstrar a nossa utilidade. Senão acabamos por nos tornar irrelevantes e ser submersos pela onda chinesa.

Mas esta integração é compatível com a autonomia e a singularidade de Macau. É por esta combinação que nos devemos bater.

Os chineses têm uma visão pragmática e utilitária da vida e reconhecem, a começar pelos líderes em Pequim, a vantagem que podem retirar para os seus interesses estratégicos de uma valorização do legado histórico português, com a sua língua, a sua cultura e o riquíssimo património arquitetónico.

Os chineses perceberam bem que poderão retirar benefícios, significativos para a RAEM e para a China, se preservarem a diversidade e singularidade de Macau e a sua vocação histórica e papel tradicional de entreposto. Conseguirão assim, como desejam, tornar Macau num Centro Internacional de Turismo e Lazer, de ensino universitário aberto e multilingue, de difusão da língua portuguesa, como língua global e de promoção dos laços económicos e culturais com os países de língua portuguesa.

O Reverendo Stephen Morgan, cidadão do País de Gales, formado em Oxford e há 8 anos Reitor da Universidade de S. José, única universidade católica em território chinês, disse-me na conversa que tivemos: “Vocês, portugueses, têm em Macau o que nenhum outro país tem. Não o aproveitar, seria difícil de compreender.” 

Tenho pena de ter um tempo limitado pois teria muito mais para vos dizer.

Fica para outra altura.

Termino citando as palavras de Xi Jinping, Presidente todo-poderoso da China, em 20 de dezembro passado, ao visitar Macau, por ocasião do 25º aniversário da Transferência de Poderes:

“Macau é uma pérola na palma da mão”

Diz tudo.

Muito obrigado pela Vossa atenção,

Pedro Catarino

Porto, 18 de dezembro de 2025